Uma esfera de encantamento nos envolveu ao vivenciarmos juntos os sonhos de um mundo mais fraterno e pacífico para todos os seres. Um passo depois do outro, saltamos do individual para o coletivo mergulhando na cultura indígena, aprendendo a olhar o mundo com outros olhos; fruímos a força e a fé dos anciões e ouvimos o cântico suave e firme dos jovens. Dançamos e cantamos o Tangará, linda e colorida ave da mata Atlântica, que integra o repertório de canções infantis do povo guarani.

No grande salão emprestamos ao corpo a amplitude do espaço de ser com o outro e homenageamos a cultura capixaba na figura do ilustre compositor Maurício de Oliveira, dançando/apreciando a sua canção da paz; No toque as vezes sutil e suave das mãos, outras vezes tenso e desajeitado, desfrutamos da riqueza dos encontros e aos pés da árvore centenária entoamos amor em forma de mantras entregando ao universo nossa reverência e gratidão, tendo como testemunhas dessa entrega, as ondas do mar.

Entre as paredes brancas das salas coloridas, compartilhamos nossas histórias de vida e criações artísticas, aprendendo novas danças e apresentando novas coreografias, que encheram o ar de beleza, alegria e devoção, ali vivenciamos experiências inesquecíveis. Pelos corredores e refeitório, entre uma atividade e outra, nutrimos o corpo degustando alimentos frescos e saborosos, sorvidos por entre abraços e sorrisos. Na entrega nos reconhecemos como família e recebemos o melhor do outro, nutrindo de esperança e paz, também nossa alma.

Foram quatro dias inspiradores e felizes ao final dos quais, nos despedimos ofertando nossas melhores intenções ao outro, agradecidos pela oportunidade de termos estado nesse espaço tempo Sagrado que foi o IV Encontro de Dança Circular Minas Santo e Espirito das Gerais.

Conosco, levamos a certeza de que sim, um outro mundo é possível existir, onde a condição humana possa compor em harmonia o cenário desse planeta que nos acolhe, alimenta e abriga, nossa Pachamama, Gaia, a mãe Terra!

E quando o pisca alerta sinalizar que estamos nos afastando de nós mesmos ou quando a saudade dessa felicidade simples e pura apertar, temos pedacinhos desse lindo tempo que passou, guardados na forma de fotografias encantadas, capazes de trazer de volta a alegria dos encontros, o calor quentinho daqueles abraços, a ternura dos olhares, o aconchego das rodas, as emoções desenhadas pelas coreografias e a certeza de que mesmo distantes integramos uma só família de seres dançantes!

Gratidão por cada presença de luz!           

Vem relembrar momentos gratificantes e únicos: Galeria Minas Santo IV.